domingo, 14 de fevereiro de 2010

Esta próxima crónica foi escrita pelo Miguel Esteves Cardoso no dia 14/02/2010, ou seja hoje. É o mesmo autor de outra crónica "Elogio ao Amor" que eu em tempos cheguei a postar noutro espaço. Esta completa-a e dedica a todos os pombinhos no especial dia de hoje. Passo entao a transcreve-la:

"Obrigados, namoradas
Penso em tudo o que os homens sentem pelas mulheres que amam e tento dizer o que nos une nesse amor, fora dos pormenores e das particularidades. Sei que as mulheres que nos amam não nos amam de maneira diferente, mas, como nunca se sabe, deixei-as de fora, falando apenas do meu género: a malta.
Minha amada querida. O meu pai, logo depois de se ter apaixonado pela minha mãe, disse-lhe, em pleno namoro (ela uma mulher inglesa casada, com uma filha pequena; ele um solteirão português): 'Se soubesses quanto eu te amava; destruías-me já.' E disse a verdade. Era tanto o amor e o ciúme que lhe tinha, que fez mal à mulher que amava, minha mãe, e mal ao homem que a amava; ele próprio; meu pai.
O amor é um castigo; é um desespero; é um medo. O amor vai contra todos os nossos instintos de sobrevivência. Instiga-nos a cometer loucuras. Instiga-nos a comprometermo-nos. Obriga-nos a cumprir promessas que não somos capazes de cumprir. Mas cumprimos.
Eu amo-te. E não me custa. É um acto de egoísmo. Mesmo que tu me odiasses mas te odiasses tanto a ti propria que não te importasses de ficar comigo, eu seria feliz e agradeceria a Deus a tua inconsciência; a tua generosidade; qualquer estupidez ou inteligência que te mantivesse perto de mim.
A sorte não é amar-te nem tu me amares. A sorte é ter-te ao pé de mim. Tu podes estar enganada. Deves estar enganada. Mas ninguém neste mundo, por pouco que me ame ou muito que te ame, está mais certa para mim.
Obrigado."

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