image by oO-Rein-Oo (deviantART)Estava agora a pensar em começar um trabalho que tenho que entregar amanhã, mas como de costume, sendo o bom português que sou, decidi, entre outras coisas, postar alguma coisinha, pelo simples facto de me ter ocorrido algo há instantes! No meio de umas leituras, inteirei-me, finalmente, de algo que já há muito me tinha apercebido, ou pelo menos desconfiado e, como agora parece que ando numa de introspectivo, decidi partilhar esse mini-brainstorm com um potencial grupo de pessoas que posso ou não conhecer! Que se lixe xD...
Explicar estas cenas é complicado! Quando as ideias passam pela cabeça é difícil agarrá-las, talvez porque nem todas são palavras! Quem me dera ser o Manel Cruz... ele saberia o que escrever xD! Enfim... A cena é algo como isto: A noção que existe um passado às vezes parece mesmo distante, porque ele só existe porque nos lembramos dele e porque o tempo faz questão que ele exista. Eu perco-me muitas vezes nele, mas hoje não consegui deixar de pensar no quão real poderá ser esse passado... Foi uma sensação estranha, como se tudo o que sobrou na minha cabeça, depois de uma espécie de selecção natural de memória, deixasse de ser aquilo que foi, sem que, no entanto, deixasse o ser na íntegra... É como se tudo tivesse sido atingido por um exagero, sem que nunca me tenha apercebido disso! As boas (e às vezes más) memórias ganharam uma dimensão, como se agora estivessem em maiúsculas na minha cabeça e eu a tê-las em conta o tempo todo. O engraçado é que parece que esse exagero só existe para as cenas mais exclusivas e únicas, como momentos ou paixões marcantes... Há pouco tempo atrás estava eu com alguns amigos e enquanto falávamos de umas celebres férias no Algarve, alguém se sai com um: "Essas férias foram fenomenais!"... Estranhamente essas palavras, e a maneira como foram ditas, ficaram a ressoar na minha cabeça como um eco, porque, apesar de também achar que realmente esteve presente o "Yes!", essas férias foram também elas palco de grandes desavenças no grupo. O engraçado é que, no meio dessas coisas "más", uns lembram-se de coisas que outros não e, se pensar bem, aquilo que separa a consciência que me faz pensar e dizer que as férias foram, de facto, fenomenais da possibilidade de não o terem sido é tão minúsculo que, provavelmente, nem me atreveria a dizer que elas, realmente, foram assim tão espetaculares... mas digo-o na mesma e a sensação de que foram fenomenais é completamente sincera, e sempre o é quando penso sobre ela ao tentar compreendê-la! No final só sobram as boas memórias e ainda por cima ficam ali num cantinho que se calhar nem devia de ser delas... mas acabaram por ficar... O porquê? Ainda o vejo muito mal, apesar de saber que saber que está mesmo ali ao virar da esquina... É porque não vejo através de paredes... ainda... E como ser-humano que sou, ocorrem-me, obviamente, aqueles clics de fatalismo dramático à la Álvaro de Campos e não deixo de pensar e achar que o passado é uma fachada, porque, em mim, nem ele é fiel à realidade. Isto para não falar de como esse passado, tendo em conta que existe no nosso presente, influencia e muito aquilo que fazemos! Aperceber-me disto fez-me ver essa influência e agora, tanto tempo depois de o ter feito, parece que as cenas não tiveram tanto sentido de ser, apenas porque o tempo fez questão de me pregar esta partida! Já não sei o porquê de ter agarrado às coisas... raios partam o pensamento... só me dá que pensar! E não saber esse porquê entristece-me um pouco, porque cada vez mais vejo proxima a banalidade que vi passar muitas vezes! É como se tivesse voltado dois anos atrás, mas com um pequeno asterisco ali no final do pensamento, onde podia ler em baixo as letras minúsculas que evidenciam a influência do passado... esse passado que mente a si próprio... Pelo menos sei que ele existiu e o alicerce de onde partiu o exagero só pode ser um...
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Passar por uma pessoa normal acaba por ser uma boa notícia, mas é daí que nasce a saudade!
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Se calhar é na saudade que os momentos se tornam para além do esquecimento!
No mail today
3 comentários:
devo fazer parte do grupo de pessoas q n conheces . mas ao ler este post , n consegi deixar de dizer qq coisa . por mais estupida e obvia q seja essa coisa ..
o passado existe pq existe por causa da banalidade do tempo . esse passado é construido de mt coisa , mas n tanto de factos e certezas , mas sim interpretaçoes e significados . é por isso q nos influencia .. pq tem significado para a nossa vivencia .
essa influência pode ser positiva ou negativa . isso ja n está inerente ao passado em si e a tua percepçao dle .. dpende de ti e da maneira cmo o ves , e aqilo q deixas q ele faça cm o teu presente e futuro . se o ves sob esse prisma dramatico de Alvaro de Campos , é pq deixas q esse passado te lembre dos erros e das desilusoes ..
procura outros significados , outros 'fenomenais' q n se restringam a ferias no Algarve .. aqilo q se vê depende do q se qer ver (e escusas de recorrer a raios-x nas paredes , ahahah)
é vdd meu grande amigo.. é td vdd.. e é td fugaz tmbm
@mj
Acho que não percebeste bem o propósito do que escrevi! A cena que quis explicar era a sensação de que as cenas que estão no passado parecerem que ter mais impacto do que tiveram na realidade! Tudo que vês escrito é sobre isso, ou pelo menos está tudo relacionado com isso . Nunca quis discriminar a influência como positiva ou negativa, apenas quis constatar que ela existia. E quando falei no fatalismo referi-me a ideias que te passam pela cabeça mas que não ficam lá a pairar, como disse é só um clique. A conclusão a que cheguei é que as cenas parecem que foram muito mais fenomenais, do que foram na realidade, por causa da saudade que acabas por sentir desses momentos, só que acho que isso não explica tudo nesta temática e por isso é que está ao virar da esquina! No final não queria passar a imagem de que isto é um problema que me afecta profundamente, até porque não é! É mais um pensamento, meio a opinar uma cena que (acho que) acontece com toda a gente. O que me entristece não tem directamente a ver com o isso, chamaria-lhe antes uma consequência da consequência.
Mas obrigado pelo comentário =)
@Pseudónimo Reis
Também amo você bebé xD ;p
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