segunda-feira, 28 de junho de 2010

Fly, Twist and Turn

image by dandelgrosso (deviantART)



Eu devia de estar a estudar, mas "às vezes" escrever tem mais piada...

Recentemente tenho pensado nas rotinas e como elas funcionam... isto a propósito de não sei o quê, mas isso não é relevante para o pensamento... é só para quem perceber (espero e não espero que haja alguém mais a perceber o que vou escrever)! Por isso perdoem-me se for demasiado rebuscado... se assim for tentem ver as coisas com outros olhos!

É engraçado compreender o quão secante pode ser uma rotina e o quão útil (atreveria-me a dizer imprescindível até) ela é na rotina que é a nossa vida! Por exemplo, não me imagino a não me deitar todos os dias (sempre que possível, pronto), acho que não sobreviveria com rotinas de directas sucessivas, prefiro as rotinas de dormir as minhas 10 horinhas! Claro que tudo isto depende do contexto, mas, à partida, aquelas rotinas que nós próprios criamos devem-nos trazer algum prazer e/ou satisfação, não faria sentido se assim não fosse. Quando falo em rotinas que nós criamos, não falo em rotinas que estão um pouco fora do nosso leque de opções, que passam mais por uma cena pseudo-obrigatória, como ir às aulas, por exemplo, aí acho que prima o conformismo e a indiferença... é a vida! Acho que uma rotina se torna secante quando percebemos que ela não anda a par com as espectativas que teriamos para ela, ou então ela nem chega a ser secante, mas acabamos por perder o interesse porque, por razões independentes e variadas, quebramos a rotina! Por exemplo, eu e o spark tinhamos por hábito jogar um jogo online, o Travian! O Travian era um jogo engraçadito que requiria alguma permanência dos jogadores online devido ao seu carácter "a tempo real"! Isto, portanto, pressupõe que haveria algum empenho, tempo gasto e a criação de uma rotina para a manutenção da cena, mas bastou-me passar um fim-de-semana sem por lá os olhos para perder (novamente) o interesse pelo joguito, ao ponto de parecer que era o maior "sacrifício" passar lá de vez em quando...

Este é o "bottom line"... Foi aqui que comecei a pensar se não é isto que ando a fazer agora! Parece que o meu inconsciente tem consciencia das consequências desse plano das coisas e por isso toma a acção mesmo à rei, sem se quer soltar um rotineiro "com licença"! Agora aquilo que ainda não percebo é se isso resulta em todos os contextos fora o do Travian... às vezes parece que sim e até me grizo com certos paralelismos que vejo por aí, mas de vez em quando dou por mim a bater de frente com a realidade e zás, tenho aquele clique que já sei de onde vem, não obstante, nesse momento, parece-me pouco provável tirar proveito dessa rotina mais uma vez, se calhar porque seria estranho, não faço ideia... Enfim... Ao menos, enquanto tiver novas rotinas não vou pensado nas antigas... até elas me aparecerem à frente, porque aí já parece que surgem murmúrios dentro da minha cabeça a dizer "pensa nisso, pensa nisso"! É como não tentar imaginar elefantes cor-de-rosa quando nos dizem para não pensar... Mas fodasse, um gajo vive ou viveu algum tempo antes de ter essas rotinas e é com essa noção que me tento convencer nos momentos mais apertados, porque a verdade é que não se vive mal assim, não se vive é mesmo à boss!

No final só posso acrecentar uma coisa, apesar da improbabilidade aparente que falei a cima, a verdade é que já joguei travian e deixei de jogar, joguei travian e deixei de jogar, joguei travian e voltei a deixar de jogar, isto tudo depois de me ter estado a cagar para o jogo durante o tempo que fiquei sem jogar, bastou apenas um empurrãozinho e lá me apercebi porque é que a certa altura isso acabou por ter o rótulo de rotina... E para aqueles que percebem, opá... há mais jogos para além do travian... (e bem Yes! 8D)...

Toca a todos...

Agora... estudar, estudar, estudar... x(


... anta? ...

8 comentários:

spark disse...

Travian, esse jogo estupido, nem sei como é q foste capaz de jogar isso. Ainda bem que eu nao alinho nessa rotina fascinante desse jogo parvo. es muito nerd.

Rhiakath d'Angoulême disse...

quem diz é quem é!

Pseudónimo Reis disse...

Meu caro e grande amigo,

discordo!
Rotina? Não achas que são as rotinas que nos prendem à mediocridade da vida que levamos (mesmo pensando que vivemos uma vida feliz)? É a rotina que nos faz, ilusoriamente, sentir que temos algum papel no mundo, algo a fazer; é a rotina que, ilusoriamente, nos faz pensar que todos os dias fazemos algo novo, se bem que sempre da mesma forma automática e repetida.
Assim como a rotina do Travian te prendia ao computador, num mundo tão fechado como aquele, as rotinas prendem-te àquilo a que elas se limitam e não te deixam viver fora delas; fora da parvoíce do quotidiano; num mundo feito por ti, de imprevistos que só tu podes controlar e não onde és controlado pela previsibilidade!

De qualquer das formas, um grande e saudoso Yes!, da tão nossa TUA maneira.

Um bem haja, eu amo você.

Rhiakath d'Angoulême disse...

Presado Pseudónimo Reis
Desculpa a frontalidade, mas isso é uma opinião muito "romantizada"... Se tu mantens rotinas é porque delas recebes algo, ou pelo menos não te prejudicam, ou porque precisas delas... Não percebo porque dizes isto: "as rotinas prendem-te àquilo a que elas se limitam e não te deixam viver fora delas"... Parece que falas como se houvesse uma única rotina! O que numa falta tens noutra e, mesmo que não tenhas, as tuas acções não são exclusivas das rotinas, e eu nunca disse nada em contrário. Acho que falta algum realismo no que disseste, não obstante, compreendo o porquê de teres essa posição!
Finalmente, acho que não percebeste a mensagem "subliminar" do post... e ela também se aplicaria a ti...

Pseudónimo Reis disse...

Oh meu caro,

acredita que percebi, sim, a mensagem do post que, eu sei, também se aplica a mim. Contudo considero, mesmo, que a existência de rotinas, sim, mais do que uma, são apenas prejudiciais. Não são normais; são um atentado à manifestação da imprevisibilidade do Homem. Não creio que o condicionamento provocado por tal força seja positivo para nós; a diferença está, precisamente, nesse aspecto: o não provocar desprazer, não significa que nos satisfaça. Simplesmente é algo que, à primeira vista, numa análise superficial da coisa, não nos incomoda. Contudo, se olharmos para elas de forma mais racional, podemos constatar que são um entrave à manifestação daquilo que mais próprio o Homem tem (e não, não é uma visão "romantizada"); é um obstáculo à imaginação; à capacidade de improviso; à escolha livre; à toma de decisão e, até, ao livre arbítrio. E antes que o digas, meu caro, não, não estou a exagerar; estou apenas a analisar mais pormenorizadamente aquilo que no dia-a-dia nos escapa ao olhar pelo simples facto de nos entregarmos a elas, rotinas, de forma irracional e afectiva, como se a existência delas e a nossa entrega a elas fosse condição necessária à nossa sobrevivência... Dormir? É uma necessidade que se faz frequentemente, não uma rotina.
Levantar cedo para ir trabalhar; estudar para exames; ir para a mesa para almoçar/jantar a horas; calendarizações de actividades diárias; sentimentos... Isso sim, são rotinas.
E de novo digo, meu caro: sim, sentimentos. São uma rotina. Porque tal como as rotinas de actividades diárias, parece que já nem sabemos viver sem eles e se há uma quebra, um desequilíbrio, então tudo o resto fica afectado, como uma bola de neve.
Não é uma visão estoicista, ou romantizada nem, de todo, embora o pareça, uma visão poética na qual se diz as coisas só porque soam bem ao ouvido e assentam bem ao olhar. Nada disso. Mas concordo com algo que disseste: é "é uma opinião".
Sabes, até, porque já discutimos, várias vezes, causalidades, fenómenos e consequências; sabes porque já falamos, várias vezes, sobre assuntos similares e conheces que o meu ponto de vista é este. Aproxima-se muito daquilo que nos faz sentir bem, porque o bem-estar é passageiro e, pior que tudo, uma ilusão. É apenas um estado afectivo e não cognitivo, pelo que é apenas e só desse valor que as rotinas se revestem.

Os melhores cumprimentos meu bom amigo Rhiakath d'Angoulême.

Rhiakath d'Angoulême disse...

Meu caralho Pseudónimo Reis que eu tanto amo você: xD

1ºLembra-te da distinção que fiz entre rotinas que tu próprio crias e as "pseudo-obrigatórias"...
2ºTenho que estudar e não me obrigues a discutir e a fazer aquilo que se faz nos facebooks e hi5s, onde as pessoas falam por lá quando têm um extremamente prático MSN com as pessoas contactáveis no momento em que discutem! Sabes que não sou muito dado a modas!
3ºDepois de desviante falamos... ou de AP... ou no final dos exames... Pqp os exames!

Um bem-haja embebido no Yes! do Yes!

Pseudónimo Reis disse...

pronto.. até Melres então xD

Pseudónimo Reis disse...

Pronto... até Melres então, meu caro! xD