segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Não tinha título, mas: Sushi ou Francesinha - tanto faz.

Já, certamente, vos terá acontecido surgir-vos uma incessante vontade de conversar, desabafar, escrever, gritar, sem, contudo, ter o mínimo sentido, ora a nível de origem, ora de constructo/conteúdo/significado.

O que é verdade, é que o dia de hoje me apareceu como tal: um aperto cá dentro que me dizia nas intermitências do estudo: "Anda lá man, faz uma pausa para escrever qualquer merda".
A verdade é que não queria encher nenhum espaço público de lixo pois, se por um lado, a Internet é pública (ah e tal o ar é de todos não te estou a tocar), por outro, não quero obrigar ninguém a perder o seu tempo a ler algo que nem eu sei bem porquê que estou a criar (além do mais não quero chatear os meus colegas de blog).

O que é certo é que passado o dia, continuo com o tremer na ponta dos dedos que apenas acalmam enquanto "bato" nas teclas do computador. Também porque me senti catalisado nesta escrita pelo texto anterior que fala de francesinhas e de sushi (com o qual concordo profundamente; aplicaria até o grande hit da música nacional desse grande colosso que é Marco Paulo - Eu tenho dois amores).

Não vou falar de comida propriamente dita. Deixem-me ver se consigo fazer-me entender por meio de uma ida uns dias atrás.

...

Há coisa de 2 ou 3 dias atrás, falei com alguém que me pediu sugestões para um projecto de fotografia. Ao início fiquei um bocado confuso porque não percebo ponta do assunto e também não queria fazer figuras tristes. Então pedi que me aprofundasse a questão. E foi qualquer coisa do género: "Por exemplo, um estudo sobre portas; teria de fotografar portas de ferro, de madeira, velhas, novas, casas sem portas, etc!".
Tudo bem. É arte, sem dúvida. Mas, a não ser que uma metáfora muito rebuscada estivesse associada, não vejo que tipo de influência pró-social poderia ter (e na altura em que vivemos acho que o nosso primeiro intuito deve ter por base a pró-socialidade - rico termo).
Então, entendido mais ou menos o conceito, sugeri o seguinte: vai para a rua e fotografa sorrisos. Não vás com um sentido incutido em ti mesma mas sim sai à rua com uma máquina fotográfica na mão e fotografa fenómenos; fotografa pessoas a passearem de mãos dadas com marido/mulher, namorado/a, filhos/as, amigos/as; a contemplar edifícios, a falar ao telemóvel e guarda em forma de imagem aquilo que de mais belo uma pessoa consegue ter, que é a felicidade genuína presente num sorriso.

O texto do sushi e da francesinha lembrou-me isso mesmo: a pura da felicidade.
Por mais que nalguns desses almoços/jantares com alguéns tão especiais para mim (que não preciso referir) passasse o tempo todo a mandar vir, a queixar-me, ou a ouvir queixas, havia sempre um momento, um minuto, um segundo, em que o mais genuíno dos sorrisos surgia como reconhecimento da amizade que ali se proliferava. E é desses momentos que me lembro, e não da quantidade de hosomakis, nigiris e sashimi que comi.
Também, muito sinceramente, não me lembro se o molho das francesinhas que comi com esta companhia eram bons ou maus, picantes ou insossos, ou se comi muita ou pouca batata.

Lembro-me é que em cada um desses jantares, houve sorrisos e risos mais que espontâneos que fizeram os 12 euros (ou mais) valerem 1000 e 0 euros simultaneamente; 1000 ou mais porque o momento realmente valeu a pena; 0 porque nenhum dinheiro do mundo, ao lado do valor daqueles momentos, teria valor algum.

Por isso, caro Gil, e surgiu-me também ela espontaneamente, te dou a minha resposta: sushi ou francesinha, se for com quem vale a pena, tanto faz! Até uma sande e uma garrafa de água me sabiam a marisco, se por trás, frente e meio, estivessem momentos que, actualmente, mais de 2000km separam.

Foi isso que tornou, torna e mantém o sushi/francesinha Yesendary!

"A melhor parte da vida de uma pessoa está nas suas amizades..." - Abraham Lincoln

Um abraço e até já, porque o pão com manteiga tem-me sabido muito a pão com manteiga.

8 comentários:

Rhiakath d'Angoulême disse...

Quando falei no dilema era para fazer alusão ao conflito que tens em escolher entre duas cenas que sabes que "não podes viver sem". Apesar de a tua resposta não se aplicar a todos os casos, ela é realmente imprescindível e verdadeira! Aliás, faz parte do nosso Yes! ver as coisas assim!
E pronto, gosto mesmo quando mimas assim o pessoal com palavras assim fofinhas xD

Guarda os 12€, não te esqueças!

Barito disse...

Não sabia que a homossexualidade na Turquia era tão influente! Tão lindo... Estava na parte das francesinhas a 0 euros e já tinha urinado as calças... lanço eu agora um novo dilema e bastante contextual. Prostitutas belgas ou muçulmanas??? yeeeeeee! Agora, sem dúvida, a relação entre a companhia e o preço tem uma relação concreta e proporcional.

Valter PB disse...

Caro Rhiakath d'Angoulême, como é óbvio eu percebi o contexto do teu dilema e era algo a que eu próprio não saberia responder (como deixei claro no meu post). Quis responder mais no âmbito do mimo do que da lógica/emoção associada à escolha perante esse tão cruel caminho bifurcado...

Barito, antes de mais espero que esteja tudo bem por terras turcas.
De facto teria uma relação mais concreta, de qualquer das formas, a esse dilema, eu teria resposta, portanto, de forma prática e pragmática, não me assustaria a problemática associada a indecisão na escolha.

Cumprimentos

spark disse...

Que confusão que praqui vai. Aqui de terras turcas e ao qual o Barito se referia penso eu de que, obviamente não é o autor desta rubrica. De modo que esclarecimentos sejam feitos e piadas entendidas e mensagens compreendidas. De qualquer dos modos, saudações de terras turcas de quem está realmente na Turquia e não tem nada a ver com nada!

Ademais apraz me dizer, bom post e bem vindo Valter.

Rhiakath d'Angoulême disse...

(LOL)

Barito disse...

Estou extremamente confuso... acabei de urinar outra vez as calças... ah bom! afinal foi mesmo ejaculação súbita... Novo dilema. Se eu morresse e fosse para o céu, quais eram as hipóteses de me enganar no caminho?

perspiciz disse...

ler textos assim e ter vontade de falar com amigos "ausentes"

obrigada caro sparks.

perspiciz disse...

i guess i missunderstood the author

still

bom texto!